sexta-feira, 29 de outubro de 2010

sem-sura

Dormi mal essa noite, fiquei acordado até tarde. Inicialmente achei que fosse questão do trabalho, e de certa forma era.
Há algum tempo, uma questão vem me prendendo a atenção, poucas pessoas estão falando sobre: CENSURA.
O jornal "Estadão" está sob censura, mas não é apenas essas censura que me incomoda. O que significa a censura? Se não um cala a boca, mas fica a questão: quem critica o governo?
Outra maneira mais sutil é o patrocinio, quem não precisa de um patrocinio das empresas Estatais como a Petrobras? O Correio? Sei que a "Abril" consegue de alguma maneira se manter sem esse patrocinio, já reparou que faz um tempo que as revista da editora abril não tem propaganda das empresas estatais? Isso foi colocado por um amigo que trabalha dentro da empresa, algo que eu também não tinha percebido.
Realmente espero que isso pare, pois o diagnostico futuro recente é uma ditadura não dita, mas rigida o suficiente para impedir o desenvolvimento de cada um.
O motivo pelo qual digo que tem uma ligação entre o trabalho, é que todos os pacientes, censuram o que sentem e tentam engoli-los, porém os mesmos se rebelam por outros meios.
Uma musica me fica soando em minha mente: "pai afasta de mim esse calece pai"

Espero que essa minha percepção esteja equivocada, mas a censura está ai, os jornais ditos alternativos, são aqueles apoiados pelo atual governo, então poderá criticar no sentido parcial a forma de como os governantes estão atuando?
Sou demo-crata e censura é algo que me incomoda, que não vejo sentido algum, sempre terá uma oposição, e ela é importante para o equilibrio, saber que eu não tenho a verdade absoluta é ser humilde e saber que o outro também não tem. É reconhecer que escutar, refletir e incorporar se faz necessário e que nem todos os "intelectuais" fazem... muitas vezes, compram as ideias ou incorporadas por admiração (sendo pela ideologia, quanto por icones - falsos idolos).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O corpo que incorporal nossas vivencias, o corpo que muitas vezes, desmente a mente, mas o que fazer quando o corpo sente e não conseguimos conter o sentimento?...
Uns dizem para esquecer, outros dizem para sentir, outros dizem para fazer outra coisa corporal que passa.
A cada momento que o sentir vem sem sentido e se mostra cru perante ao meu ser, mostra também o lado "delicado" de meu ser, que muitas vezes, subjulgamos-o. Colocando-o de lado, com a des-culpa (para tirar a culpa) de que o que eu sinto é tolo e pequeno sendo assim, não valendo a pena sentir.

A dor que sentimos, por vezes, vem de um lugar que não sabemos definir muito bem, e por esse motivo que desejamos acabar com ele imediatamente.
Infelizmente isso não acontece, felizmente temos o tempo para sentir, mas que tempo é esse??

Finados está chegando, tempo de voltar os olhares para os antepassados e venerá-los, mas e quando ainda não aceitamos a morte deles?? O que fazer?
Isso não se dá apenas nesses momentos, mas em tudo na vida. Quando tempo demorrei para enterrar o aluno PUC e jogador disso e daquilo, para essa nova fase? Quantos não vivem isso e acreditam que não devem olhar para isso, pq doi?... me doi... e vejo que ainda doi, mas é uma outra dor.

Isso me vem depois de voltar do trabalho e refletir o que eu vivi lá e o que eu vivo aqui...


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Muitas coisas estão ocorrendo ao mesmo tempo.
Não sei muito bem o que escrever, mas vamos lá.

Ontem, houve o show de Joss Stone. Não fui, por falta de dinheiro e até disponibilidade de energia, mas creio que tenha sido muito bom. Outro dia, estava vendo, um video que ela falava sobre ação humanitária. De alguma forma o video acabou me pegando novamente, de alguma forma, estou indo para um lado que não este....
Penso e me desculpo: TODOS precisam de dinheiro.
Um fato, creio que se eu tivesse dinheiro, provavelmente estaria fazendo algo humanitário no sentido de não se importar o quanto ganhe. Com um pouco mais de reflexão, de alguma maneira isso ocorre, pensando que estou começando a ir numa clinica de dependente quimicos e não tenho um retorno financeiro ainda... mas ainda não é isso...
Por vezes, me sinto fugindo de mim mesmo, como se fosse perigoso, chegar perto deste meu lado...
Outra crise, é sobre as drogas, nunca usei, mas tenho amigos que usam. Isto nunca foi problema, tinha a convicção de que eles eram donos do proprio nariz, apesar de ter consciencia das questões que estão envolvidas num unico ato de uso.
Entrando em contato com muitas pessoas, percebo que muitas delas, antes "normais", por algum motivo, elas deixaram de estar como antes e atuar de maneira estranha, para não falar psicotica. Entendo que nós funcionamos normalmente com uma membrana, e de alguma forma esta membrana pode ser rompida, seja por ações do mundo sobre nós, seja pelo uso de drogas. Não importando qual seja.... e isso me assustou...
Este fato deixou de estar longe e veio para perto. Agora estou a pensar no que fazer... não sei... Creio que tenha amigo(a)s que já tiveram suas membranas rompidas... um estranhamento me veio assim, que cruzei os olhos com elas.. porém na época não compreendia o que estava acontecendo... hoje desconfio.. agora se alguém me perguntar se tem volta? Temo em voltar a pergunta, tem como ser virgem novamente?
Um limite fragil, mas perigoso. Algumas pessoas não tem problemas mas outras tem... antes, pensava na luta contra o cigarro, devido ao cancer do fumante e meu... mas começo a entender o pq da proibição das drogas, de alguma maneira percebeu-se que as pessoas deixam de ser elas e restringem seu mundo, tornando assim, um sofredor psiquico...

voltando um pouco para o inicio. Por algum motivo ainda não encontrei meu caminho, mas venho aprendendo muito. O que farei com isso no futuro?? Não sei, mas percebo que não posso mais ficar parado... Tem pessoas que conseguem ajudar de um jeito facil, outras para ajudar precisam penar e outros dizem que querem, mas nada e por fim, aqueles que realmente não querem...

bom, ficarei por aqui..

sábado, 25 de setembro de 2010

Viver no tempo-espaço que pertence.

A ultima vez que escrevi fora há muito tempo. Tenho que adimitir que gosto de reler o que eu escrevi e ver a influencia do momento na minha escrita, seja interna ou externa.
Acabei de corrigir um texto velho.
Voltar aos textos antigos, significa reconhecer o que se passava naquele momento e não somente voltar a velhos conceitos.
Muitas vezes, significa o reconhecimento das mudanças, que não percebemos no tempo continnum. São eles que denunciam estas mudanças, mostrando antigos preceitos ou momentos de velhas angustias. Claro que tem escritos ou parte deles, que continuam, atuais.

Mudando um pouco de assunto, nesta sexta feira, aconteceu algo muito estranho, que me marcou e estou refletindo sobre os acontecimentos, digerindo a forma como acabou me afetando.
Estava no meu trampo, isto é algo novo, da ultima vez que escrevi aqui, não estava trabalhando. Quando no site do uol saiu que o R. T. havia falecido. Estava na ilha de edição fazendo um dos programas para ele. Fiquei realmente mal, tive vontade de chorar, fui chorar apenas depois. Logo depois saiu no site da folha on-line. Por fim, descobrimos que a noticia não era real.
O estrago interno já havia ocorrido. Voltei ao trabalho, mas totalmente em outra sintonia.

Questiono, Como alguém pode fazer isso? Juro, a internet têm muitas coisas boas, mas as pessoas podem acabar com alguém, pode até "matar" e não saber... me senti escutando radio nos anos 50, quando o radialista dizia que a Terra estava sendo invadida por extra terrestres.

Fiquei pensando nessas ações. Não tenho respostas para mais nada, quanto mais eu vivo, menos consigo compreender as atitudes, acho que esse é o motivo pelo qual as pessoas se mantém alienadas. Compreender, demanda tempo, energia e espaço, e num mundo movido pelo imediatismo, a compreensão fica para segundo plano. Não se tem mais energia para isso, e isso percebo em meu trabalho.
No inicio eu tentava compreender o que o outro estava falando, para efetuar o meu trabalho da melhor maneira, mas chegou um ponto que esse processo não acontecia mais. Comunicação interrompida, maus entendidos abertos, alienação.
O tempo para ontem... o tempo que não se tem... o tempo que não existe... é justamente nele que acostumamos a viver... alienamos.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Depressão ou depreciação dos sentimentos 3

Muito mais fácil calar do que escutar, já faziam os grandes ditadores mundiais.
Dar remédio e calar o sofrimento também é mais fácil, pois assim não se precisa escutar o que está errado na atuação de cada um. A doença é o passo para a cura, enquanto a doença está calada, não tem como a curar chegar.

Devido esta dificuldade de escutar, questiono se é depressão ou depreciação do sentimento.
Uma vez que, a cultural ocidental provém das valorizações gregas, ou seja, a RAZÃO.
Sendo esta muito mais valorizada, sendo a emoção um obstaculo nos momentos de tomada de decisões. Na escolha é necessaria a relação entre a razão e a emoção, caso contrario, a escolha pode ser tornar doença.
Negar o sentimento é negar a si mesmo, não somente um parte, mas o todo.
É não incorporal suas qualidades e desqualidades,
é não se aceitar.

E aqui fica novamente

Depressão ou depreciação dos sentimentos?

boa semana

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Depressão ou depreciação dos sentimentos 2

Falava das camadas, sendo elas muito parecidas com a psique humana.
Algumas pessoas conseguem se apropria destas camadas de forma harmonica, outras nem tanto.
Imagens como Grand Canyon pode ser representção das pessoas que não se apropriam direito de suas camadas, tendo um grande desnível entre a parte mais baixa da parte mais alto. Sendo que por vezes, tem se tem como saber onde está o rio que correr entre as fendas sem nos debruçarmos nos penhascos.
Outra imagem seria um vale cheio de vegetação e com um rio correndo nele. Isso não quer dizer que não tenha problemas ou questões. Em ambos os casos, as estações climáticas continuam interferindo neles. Também, um terreno pode se transformar no outro, dependendo como cada um cuida dele.
No Grand Canyon, o vento gela o corpo, secando o terreno, tornando-o semi deserto ou deserto. O rio correr muito abaixo, escondido, impedindo de fertilizar as terras aridas dos topos. Não seria assim que as pessoas sentem na tristeza, tudo gelido, seco, a água se esvaia e fica tudo vazio? Não tem como se livrar da tristeza somente esquecendo-a. Olhar para esse terreno é o primeiro passo para entendê-lo, é trazer o rio para mais perto das partes áridas, podendo assim fertilizá-lo e dar vida a esse terreno.
Porém, não é facil dar vida as coisas, não é fácil olhar para esse terreno, nem sempre conseguimos fazer isso sozinho.
Por isso que muitas pessoas procuram os remédios para ajudar, porém essa ajuda, muitas vezes se transformam em muletas para toda a vida. Ser a mesma coisa se eu construi-se um muro no Grand Canyon, colocasse irrigação artificial, adubo e produtos quimicos. As plantas cresceriam, mas logo morreriam, não por falta de cuidado, aliás a energia colocada é muito grande, porém, não está em equilibrio.
Isso não ocorre simplesmente para quem procura a ajuda, mas para que oferece a ajuda, é dificil olhar para a dor do outro, pois ela pode ser a mesma que a tua e isso é caro para quem não está preparado.

continua

boa semana

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Depressão ou depreciação dos sentimentos 1

Há tempos, que tento fazer algo com esse título. Ele me aparece com uma clareza impar, mas ao mesmo, ele é totalmente obscuro para escrever.
Na verdade, apesar de não ter a interrogação, o titulo é um questionamento, que surgiu enquanto eu mesmo vivia dentro de uma escuridão. Inicialmente pensei em fazer um documentário sobre, com questões para diferentes profissionais de diversas áreas. Neste momento, não deu certo, tive que dar um passo para trás e esperar, isso não significa que não o farei.

A palavra depressão provem da palavra "pressão" com o sufixo "de". Muito usado na geografia para denominar região que sofreram muita pressão.

"Depressões são formas de relevo que apresentam altitudes mais baixas do que as áreas ao redor. Geralmente apresentam superfícies planas, por conta do desgaste sofrido por causa da ação do [vento] e d'agua (intemperismo)." Wikipedia

Aqueles que se encontram nestes lugares sofrem mais pressão atmosférica do que aqueles que estão mais no alto. Importante lembrar que as pessoas que mudam de um lugar mais baixo para outro mais alto, eles sofrem alterações corporais que pode influenciar em seu comportamento.
Aqueles que vem de cima para baixo, exemplo, moram nos Andes e descem para São Paulo, eles têm mais folego que os próprios paulistas para subir os Andes novamente, pois em sua estrutura corporal eles tem mais hemoglobina. Isto se dá, por viverem num ambiente rarefeito, indo para um lugar que tem pouco ar para outro com muito ar, sendo assim, podendo respirar o mesmo que o outro e ter mais folego. Aqueles que sobem ou invés de descer, tem maior dificuldade, pois eles precisam acostumar o corpo com o pouco ar, ou seja, se cansam rápido, tendo vertigens e falta de ar.
O que é muito semelhante a psique, aqueles que levam tombos, porém estavam lá em cima, conseguindo respirar bem, tem maiores chances de subir novamente e mais rapidamente que outros. Isso não significa que ele sempre subirá, numa dessas ele pode ficar lá embaixo por tempo demais e não conseguir achar o caminho e energia para subir por si só.
Todos os dias vemos pessoas se afundando e não sabemos muito como fazer para fazê-la subir de novo, por mais que tentamos, muitas vezes, apenas as afastamos do nosso convivio por não suportar, o não poder fazer nada.

continua
boa semana