sábado, 26 de março de 2011

Andei pensando muito na música Yesterday dos Beatles.
Incrível como eles nos influenciam até os dias de hoje. Na música, Paul fala da insegurança que ele sente por estar mais velho, não somente velho, mas por ter se dado conta de que as coisas não eram tão fáceis como ele idealizara.
Os problemas que temos hoje, pareciam distantes, pois nossas crises eram outras, isso não quer dizer que eram maiores ou menores. Tendemos a pensar que não eram grande coisas, já que passamos pela crise e sobrevivemos a elas.
A dor também ficou para trás.

terça-feira, 15 de março de 2011

Medosssss....

Quem no mundo não tem medo?
Muitas vezes, o difícil é descobri: medo do que.
Algumas pessoas descobrem o medo apenas quando estão para morrer ou tem experiência de morte.
Dizem que os mais valentes e bravos sempre são os primeiros a morrerem nas guerras pois não temem a própria morte. Mais do que não temer a própria morte, eles não valorizam a própria vida.
Já faz um tempo que tenho pensado: Do que eu tenho medo?
Para responder esta questão, fiz o que é necessário, vivi. A cada vivência sentia o que ela me trazia e o que eu sentia.
Até o momento que cheguei a uma resposta simples que sempre esteve lá.
Como sempre, o que está mais claro, mais próximo é aquilo que não vemos.
Comecei a lembrar de algumas situações de minha vida e elas me levaram para a resposta. A resposta que cheguei nesse momento de minha vida é que sempre tive medo de sofrer e para isso não acontecer, evitei muitas vivências por medo deste suposto sofrimento, porém, como é possível saber que uma determinada situação vai lhe fazer sofrer sem tê-la vivido?
O mais irônico desde medo é que ele faz com que as pessoas escolham o tipo de sofrimento, entre viver e sofrer e não viver e também sofrer de uma outra forma, pois o não viver é sofrer por não saber e não tendo a certeza da vivência.
Este é o primeiro passo, descobrir qual é o temor e somente assim é possivel lidar com ele e perceber os momentos que atuamos com ele.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Felicidade a todo o custo...

O que fazemos para termos o que mais desejamos? O que fazemos para ter a felicidade? Essas questões me vieram a cabeça ao ler sobre vingança, não aborderei isso aqui, mas essa é a origem da questão.
Venho discutido com o meu irmão mais velho sobre esta temática (felicidade). Como um bom engenheiro, ele me trás graficos e mais gráficos para explicar a felicidade, seja como ela for.
Eu já questiono tudo, pois esse é o meu papel.
Segundo um dos gráficos, ele explica que o gráfico que tem maior variação de comportamento, ou seja, aquele que possui maior variação da curva em menos tempo, são as pessoas que têm maior sensação de felicidade. Veja que sensação não significa ser feliz, pois esse é um gráfico que representa aquelas pessoas que são consideradas consumistas.
De imediato, ela realmente tem a sensação de felicidade, devido a uma descarga de adrenalina, excitando o corpo e por fim, relaxando, porém essa sensação é tão efemera quanto um vento. Ao passar, esta pessoa sente a necessidade de comprar novamente e assim vai no ciclo vicioso.
Aqui fica a questão o que é felicidade?
Muitos tentam comprar, outros questionar, outros não conseguem ver o quanto são felizes, mas sempre precisam se colocar para baixo para continuar a dizer que não o são. Muitos roubam, outras matam, outros destroem a vida alhei sem dó. Outros ajudam e outros deixam a vida passar.
Um modifica o corpo, outros deformam, outros buscam a perfeição... mas não tem como encontrar ou estar apenas feliz se não nos encontramos primeiro... e como fazer isso? Essa é uma boa pergunta. Primeiramente, entender o que é felicidade e depois aceitar a si mesmo, seja pelo corpo, seja pela sabedoria, seja pela familia, seja pelo gene que carrega.
Conheço muitas mulheres que tinham uma beleza curiosa que perderam ao fazer redução do estomago, sem necessidade. Engordam para emagrecer. Quanta violencia ao próprio corpo, e depois sai falando que ama o corpo que tem. Será que ama mesmo?
Uma ideia muito divulgada é estar bem consigo, porém isso também não é facil. A insatisfação faz o ser humano mudar, agora vai depender de cada um a escolha de ser para melhor ou para pior. Sendo que nem sempre esta escolha se faz conscientemente.
Felicidade a todo custo? não creio, seria mais felicidade nos momentos felizes, pois sem os momentos tristes, jamais saberiamos quando seriam os momentos felizes.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cotidiano

Queria escrever algo diferente;
Algo novo... mas nada pode ser construido, sem uma estrutura anterior.
Cotidiano é uma palavra que nos acomoda e nos incomoda, seja mental, seja corporal.
Segundo o dicionario "Michaelis" online:
co.ti.di.a.no
adj+sm (lat quotidianu) 1 De todos os dias. 2 Que, ou aquilo que se faz ou sucede todos os dias. Var: quotidiano.

É tudo aquilo que ocorre em nossas vidas e deixamos de olhar, porque virou comum, e de alguma forma não nos toca mais, seja o mendigo no meio da rua, seja a criança "problema", seja o dia passar, seja o céu que não tem mais estrelas, seja nosso corpo.

Devido ao corre-corre do dia a dia, por vezes, esquecemos o que é o dia. Sabemos o que são horas. Apesar das horas serem importante e sua origem é do posicionamento solar. Não somente o Dia, mas a Noite também é importante, pois é nela que o corpo descança e metabolisa seu dia.

Uma experiencia que eu tive há dois anos atrás, foi um emprego que eu entrava de manhã e saia à noite e comia quando o sol estava a pico. Perdia o nascer e o por-do sol. Perdendo assim minha vida, a arte que não desenvolvia em mim, parecendo que tudo estava estagnado.

O corpo... quantas coisas engolimos para sobreviver? Não degustamos para viver, seja o amargo da tristeza, azedo do mau humor, o salgado da vida bem temperada, o doce dos amores... mas o que acontece é que colocamos tudo para dentro sem o menor cuidado? Alguns não aguentam e botam para fora, outros ficam com azia e quase todos um profundo mau-estar.

Como comemos a nossa comida? Com pressa? de pé? andando? Como fica a nossa digestão, então? deixamos o corpo acalmar? não praticamos exercicio pesado depois do almoço? Como é que ele está?

O cotidiano deveria ser o organizador de nossas vidas, porém nossas vidas são desorganizadas, na real, somos organizados pelo relógio, e não pelo nosso organismo. Nosso organismo se mata para digerir todos as substâncias de todos os dias. Seria um dos motivos que há tantos problemas de estomago, sendo este uma simples gastrite ou um cancer?

Quando foi a ultima vez, que comemos na mesa, sem televisão ou som, no silêncio, ou com apenas as pessoas que gostamos, conversando? Quando foi a ultima vez, que cozinhamos junto com as outras pessoas? Quando foi a ultima vez que lemos uma história para os menores? Ou brincamos com eles e re-aprendendo a se divertir com a simplicidade.

O cotidiano pode ser transformado. Não precisa parar com tudo na vida, mas algumas coisas podem fazer a diferença, coisas pequenas, assim como fazer algo com quem gostamos, deixar as televisões um pouco de lado. E voltar a sonhar, pois nem tempo temos mais para sonhar, são neles que digerimos nosso dia a dia.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

3 semanas isoladas do mundo

Divertido... é a palavra do momento, e foi muito divertido mesmo essas ultimas semanas. Fiquei cheio de lama, da cabeça aos pés, andei muito a cavalo, corri bastante, fugindo de crianças e até me machuquei quando cai e quebrei uma placa com a minha canela.

Lembranças boas, de uma passagem sem só... com cansaço corporal e mais.
Tiveram dias que sentia não ter mais energia para seguir em frente com todos aqueles jovens. Faz dois dias que voltei, após três semanas seguidas, e ainda sinto o cansaço do corpo.

Fiquei três semanas sem televisão, internet, celular e qualquer outro tipo de tecnologia que ajuda a perder o tempo entre dedadas... sem congestionamentos...
enfim, terminou, voltei e já estou estressado com o ritmo da cidade. Sempre calculando o tempo e tentando controlá-lo, sendo que lá nem relógio eu usava, e me sentia mais. Sentia quando estava com fome e respeitava isso, aqui posso estar com fome, mas penso que preciso terminar primeiro, com isso, o corpo se distancia...

Estou rouco de tanto gritar, para chamar a atenção deles... péssimo... deve ter uma maneira melhor, mas eu não sei qual ainda.

Agora o futuro?? não sei, tenho que pensar e responder àquilo que me vem.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Por vezes, gostaria de ter uma bola de cristal

para espiar o meu futuro

tem dias que corro para o tarô

outros dias para o I Ching


Mas logo percebo que não tem como

saber de algo sem dar o primeiro passo

sendo que este pode nos levar

para lugares que nem desconfiamos


Mesmo assim, olho meu mapa astral

mesmo não o entendendo, mas na esperança dele entrar por Osmose

então aos zoodiacos no céu ou no papel

mas nada ne adianta se primeiramente

não me aproprio de mim

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Seria a ultima do ano??

Ontem, foi meu aniversário. Como de costume, passei em casa, de forma tranquila, mesmo porque, não estou bebendo bebidas alcoolicas. Devido a São Silvestre :).
Mas o que eu vim escrever aqui não foi isso.
Semana passada, participei de um acampamento. Ajudei a coordenar as atividades das crianças. Apesar de não lembrar direito quais são as atividades seguintes, de alguma forma eu sabia o que aconteceria no momento seguinte.
Infelizmente, choveu bastante, as crianças começaram a ficar impaciente pois não tinha lugar fisico para gastar a energia deles.
Percebi que nessa idade, podemos fazer acordos com eles, além entender o sentido, eles cumprem com o acordo, desde que você também cumpra com o seu.
Foi importante esse acampamento, percebi muitas coisas que antes não percebia em mim, o que é engraçado :)
Realmente trabalhar com criança é legal... estava na minha cabeça agora, que é mais traquilo, mas a tranquilidade não é por ser criança, mas em suma, criança "saudavel". Aparentemente não tenha nenhuma questão psiquica mais pesada. Apesar de ter duas crianças bem dificeis. Uma com um retardo avançado e outra que não consegui diagnosticar. Elas me ensinaram muito, e percebi que era mais ou menos isso que eu buscava quando disse que queria viver antes de voltar a estudar. Realmente, a prática não deve se encaixar na teoria, e a teoria pode deixar espaço em branco para que a individualidade possa aparecer.
O diagnostico nesse momento é importante para poder pensar em como atuar, pois não se atua de igual com uma criança "normal" e da "especial".
Vou ficar por aqui, depois escrevo mais sobre...

o natal está chegando!!!