quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma nova ideia vem surgindo, estou maturando ela de forma diferente, tenho lido algumas coisas sobre o assunto, não estou indo cru, como muitas vezes tenho feito.
Interessante ver que cada autor pode explorar um mesmo objeto de diversas formas e nisso, qualquer um pode reler e reler, desde que não deforme o objeto para querer provar o quanto é "real" e "verdadeiro" o que se diz.
Ainda não sei direito se o que eu penso é algo viavel ou é apenas mais uma viagem de minha mente que brinca de jogar os pensamentos de um lado para o outro como se fosse ping-pong sem ter um fim, ou a energia cinetica que dissipa com o atrito do ar e faz com que a ideia caia num lugar sem volta.
haha espero que não.
boa pascoa

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nós gregos?

Engraçado pensar que estamos em pleno século 21 e algumas coisas não mudam. Além do mais, esquecemos de como somos influenciados. Algumas pessoas teriam parado de ler nessa ultima frase, seja por rebeldia, seja por alto preservação... o que eu quero dizer é que nosso modo de pensar tem como base a Grécia antiga.
Como que aqueles velhos filosofos que ficavam discutindo ao vento podem influenciar meu modo de pensar? Qualquer um de boa razão poderia se questionar. Primieramente, eles foram base para tudo o que se pensa, hoje, na sociedade Ocidental, desde a filosofia à ciencia, há quem diga que a religião judaica-cristâ, mas isso não vem ao caso neste texto.
Quem nunca se perguntou se o Ser humano é bom de natureza ou não, ou melhor, afirma que ele é uma coisa ou outra, muitas vezes, sem perceber isso. Esse tipo de pensamento tem sua origem na Grécia antiga e dependendo de como cada um vê o mundo, tem toda uma cultura que é passada, seja pelos pontos positivos, quanto pelos negativos.
Como a história é continua e os fatos são interligados, sem os gregos, não teriamos hoje, carros, I-POD's, internet entre outras coisas.
Cicero tinham a crença que a pessoa nascia boa, "saudável", como a natureza, e que as paixões (pathos) era o problema, as paixões levava as pessoas a adoecerem e o tratamento era cuidar dessas paixões. Não é muito fora do que se pensa, quando afirma-se que um apaixonado faz loucuras por sua paixão, a questão que fica é que a partir, deste pensamento, pathos fica preso a coisa ruim, com o negativo. Tanto que hoje, existe a Pathologia, e paixões e muitas vezes, emoções são diminuidas e colocada como frase das pessoas, não houve um controle do racional. Já Aristóteles, as pessoas nascem ruins e com o adestramento pela razão das emoções, o ser humano se torna bom. O controle é sempre a razão mas a base de fundo muda.
Essa embate teorico se extende até os dias de hoje. Um exemplo seria, Patch Adams, ele tinha como base a felicidade, que o problema das pessoas era que ninguém conseguia olhar para elas de maneira feliz, sempre com rancor, pois ninguém havia quebrado o ciclo. Para ele, as pessoas eram boas por natureza e a sociedade rompe a pureza delas. Já no final do filme, não fica muito claro se ele muda de pensamento, mas fica claro que ele pode refletir sobre a sua prática e sua vida, que envolve crenças e vivências.
Assim, penso que antes de começar qualquer discussão, deveria-se fazer um exercicio; Como cada um vê o ser humano. Numa discussão sobre um assunto qualquer, isto se mostra util, pois entendendo de onde o outro está falando, e compreender este lugar é compreender a linha de ser humano que cada um tem para si, e perceber se os entruncamentos teoricos se dá na base epistemologica ou na falta de informação, ou numa crença rigida etc.


sábado, 26 de março de 2011

Andei pensando muito na música Yesterday dos Beatles.
Incrível como eles nos influenciam até os dias de hoje. Na música, Paul fala da insegurança que ele sente por estar mais velho, não somente velho, mas por ter se dado conta de que as coisas não eram tão fáceis como ele idealizara.
Os problemas que temos hoje, pareciam distantes, pois nossas crises eram outras, isso não quer dizer que eram maiores ou menores. Tendemos a pensar que não eram grande coisas, já que passamos pela crise e sobrevivemos a elas.
A dor também ficou para trás.

terça-feira, 15 de março de 2011

Medosssss....

Quem no mundo não tem medo?
Muitas vezes, o difícil é descobri: medo do que.
Algumas pessoas descobrem o medo apenas quando estão para morrer ou tem experiência de morte.
Dizem que os mais valentes e bravos sempre são os primeiros a morrerem nas guerras pois não temem a própria morte. Mais do que não temer a própria morte, eles não valorizam a própria vida.
Já faz um tempo que tenho pensado: Do que eu tenho medo?
Para responder esta questão, fiz o que é necessário, vivi. A cada vivência sentia o que ela me trazia e o que eu sentia.
Até o momento que cheguei a uma resposta simples que sempre esteve lá.
Como sempre, o que está mais claro, mais próximo é aquilo que não vemos.
Comecei a lembrar de algumas situações de minha vida e elas me levaram para a resposta. A resposta que cheguei nesse momento de minha vida é que sempre tive medo de sofrer e para isso não acontecer, evitei muitas vivências por medo deste suposto sofrimento, porém, como é possível saber que uma determinada situação vai lhe fazer sofrer sem tê-la vivido?
O mais irônico desde medo é que ele faz com que as pessoas escolham o tipo de sofrimento, entre viver e sofrer e não viver e também sofrer de uma outra forma, pois o não viver é sofrer por não saber e não tendo a certeza da vivência.
Este é o primeiro passo, descobrir qual é o temor e somente assim é possivel lidar com ele e perceber os momentos que atuamos com ele.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Felicidade a todo o custo...

O que fazemos para termos o que mais desejamos? O que fazemos para ter a felicidade? Essas questões me vieram a cabeça ao ler sobre vingança, não aborderei isso aqui, mas essa é a origem da questão.
Venho discutido com o meu irmão mais velho sobre esta temática (felicidade). Como um bom engenheiro, ele me trás graficos e mais gráficos para explicar a felicidade, seja como ela for.
Eu já questiono tudo, pois esse é o meu papel.
Segundo um dos gráficos, ele explica que o gráfico que tem maior variação de comportamento, ou seja, aquele que possui maior variação da curva em menos tempo, são as pessoas que têm maior sensação de felicidade. Veja que sensação não significa ser feliz, pois esse é um gráfico que representa aquelas pessoas que são consideradas consumistas.
De imediato, ela realmente tem a sensação de felicidade, devido a uma descarga de adrenalina, excitando o corpo e por fim, relaxando, porém essa sensação é tão efemera quanto um vento. Ao passar, esta pessoa sente a necessidade de comprar novamente e assim vai no ciclo vicioso.
Aqui fica a questão o que é felicidade?
Muitos tentam comprar, outros questionar, outros não conseguem ver o quanto são felizes, mas sempre precisam se colocar para baixo para continuar a dizer que não o são. Muitos roubam, outras matam, outros destroem a vida alhei sem dó. Outros ajudam e outros deixam a vida passar.
Um modifica o corpo, outros deformam, outros buscam a perfeição... mas não tem como encontrar ou estar apenas feliz se não nos encontramos primeiro... e como fazer isso? Essa é uma boa pergunta. Primeiramente, entender o que é felicidade e depois aceitar a si mesmo, seja pelo corpo, seja pela sabedoria, seja pela familia, seja pelo gene que carrega.
Conheço muitas mulheres que tinham uma beleza curiosa que perderam ao fazer redução do estomago, sem necessidade. Engordam para emagrecer. Quanta violencia ao próprio corpo, e depois sai falando que ama o corpo que tem. Será que ama mesmo?
Uma ideia muito divulgada é estar bem consigo, porém isso também não é facil. A insatisfação faz o ser humano mudar, agora vai depender de cada um a escolha de ser para melhor ou para pior. Sendo que nem sempre esta escolha se faz conscientemente.
Felicidade a todo custo? não creio, seria mais felicidade nos momentos felizes, pois sem os momentos tristes, jamais saberiamos quando seriam os momentos felizes.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cotidiano

Queria escrever algo diferente;
Algo novo... mas nada pode ser construido, sem uma estrutura anterior.
Cotidiano é uma palavra que nos acomoda e nos incomoda, seja mental, seja corporal.
Segundo o dicionario "Michaelis" online:
co.ti.di.a.no
adj+sm (lat quotidianu) 1 De todos os dias. 2 Que, ou aquilo que se faz ou sucede todos os dias. Var: quotidiano.

É tudo aquilo que ocorre em nossas vidas e deixamos de olhar, porque virou comum, e de alguma forma não nos toca mais, seja o mendigo no meio da rua, seja a criança "problema", seja o dia passar, seja o céu que não tem mais estrelas, seja nosso corpo.

Devido ao corre-corre do dia a dia, por vezes, esquecemos o que é o dia. Sabemos o que são horas. Apesar das horas serem importante e sua origem é do posicionamento solar. Não somente o Dia, mas a Noite também é importante, pois é nela que o corpo descança e metabolisa seu dia.

Uma experiencia que eu tive há dois anos atrás, foi um emprego que eu entrava de manhã e saia à noite e comia quando o sol estava a pico. Perdia o nascer e o por-do sol. Perdendo assim minha vida, a arte que não desenvolvia em mim, parecendo que tudo estava estagnado.

O corpo... quantas coisas engolimos para sobreviver? Não degustamos para viver, seja o amargo da tristeza, azedo do mau humor, o salgado da vida bem temperada, o doce dos amores... mas o que acontece é que colocamos tudo para dentro sem o menor cuidado? Alguns não aguentam e botam para fora, outros ficam com azia e quase todos um profundo mau-estar.

Como comemos a nossa comida? Com pressa? de pé? andando? Como fica a nossa digestão, então? deixamos o corpo acalmar? não praticamos exercicio pesado depois do almoço? Como é que ele está?

O cotidiano deveria ser o organizador de nossas vidas, porém nossas vidas são desorganizadas, na real, somos organizados pelo relógio, e não pelo nosso organismo. Nosso organismo se mata para digerir todos as substâncias de todos os dias. Seria um dos motivos que há tantos problemas de estomago, sendo este uma simples gastrite ou um cancer?

Quando foi a ultima vez, que comemos na mesa, sem televisão ou som, no silêncio, ou com apenas as pessoas que gostamos, conversando? Quando foi a ultima vez, que cozinhamos junto com as outras pessoas? Quando foi a ultima vez que lemos uma história para os menores? Ou brincamos com eles e re-aprendendo a se divertir com a simplicidade.

O cotidiano pode ser transformado. Não precisa parar com tudo na vida, mas algumas coisas podem fazer a diferença, coisas pequenas, assim como fazer algo com quem gostamos, deixar as televisões um pouco de lado. E voltar a sonhar, pois nem tempo temos mais para sonhar, são neles que digerimos nosso dia a dia.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

3 semanas isoladas do mundo

Divertido... é a palavra do momento, e foi muito divertido mesmo essas ultimas semanas. Fiquei cheio de lama, da cabeça aos pés, andei muito a cavalo, corri bastante, fugindo de crianças e até me machuquei quando cai e quebrei uma placa com a minha canela.

Lembranças boas, de uma passagem sem só... com cansaço corporal e mais.
Tiveram dias que sentia não ter mais energia para seguir em frente com todos aqueles jovens. Faz dois dias que voltei, após três semanas seguidas, e ainda sinto o cansaço do corpo.

Fiquei três semanas sem televisão, internet, celular e qualquer outro tipo de tecnologia que ajuda a perder o tempo entre dedadas... sem congestionamentos...
enfim, terminou, voltei e já estou estressado com o ritmo da cidade. Sempre calculando o tempo e tentando controlá-lo, sendo que lá nem relógio eu usava, e me sentia mais. Sentia quando estava com fome e respeitava isso, aqui posso estar com fome, mas penso que preciso terminar primeiro, com isso, o corpo se distancia...

Estou rouco de tanto gritar, para chamar a atenção deles... péssimo... deve ter uma maneira melhor, mas eu não sei qual ainda.

Agora o futuro?? não sei, tenho que pensar e responder àquilo que me vem.