quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Felicidade a todo o custo...

O que fazemos para termos o que mais desejamos? O que fazemos para ter a felicidade? Essas questões me vieram a cabeça ao ler sobre vingança, não aborderei isso aqui, mas essa é a origem da questão.
Venho discutido com o meu irmão mais velho sobre esta temática (felicidade). Como um bom engenheiro, ele me trás graficos e mais gráficos para explicar a felicidade, seja como ela for.
Eu já questiono tudo, pois esse é o meu papel.
Segundo um dos gráficos, ele explica que o gráfico que tem maior variação de comportamento, ou seja, aquele que possui maior variação da curva em menos tempo, são as pessoas que têm maior sensação de felicidade. Veja que sensação não significa ser feliz, pois esse é um gráfico que representa aquelas pessoas que são consideradas consumistas.
De imediato, ela realmente tem a sensação de felicidade, devido a uma descarga de adrenalina, excitando o corpo e por fim, relaxando, porém essa sensação é tão efemera quanto um vento. Ao passar, esta pessoa sente a necessidade de comprar novamente e assim vai no ciclo vicioso.
Aqui fica a questão o que é felicidade?
Muitos tentam comprar, outros questionar, outros não conseguem ver o quanto são felizes, mas sempre precisam se colocar para baixo para continuar a dizer que não o são. Muitos roubam, outras matam, outros destroem a vida alhei sem dó. Outros ajudam e outros deixam a vida passar.
Um modifica o corpo, outros deformam, outros buscam a perfeição... mas não tem como encontrar ou estar apenas feliz se não nos encontramos primeiro... e como fazer isso? Essa é uma boa pergunta. Primeiramente, entender o que é felicidade e depois aceitar a si mesmo, seja pelo corpo, seja pela sabedoria, seja pela familia, seja pelo gene que carrega.
Conheço muitas mulheres que tinham uma beleza curiosa que perderam ao fazer redução do estomago, sem necessidade. Engordam para emagrecer. Quanta violencia ao próprio corpo, e depois sai falando que ama o corpo que tem. Será que ama mesmo?
Uma ideia muito divulgada é estar bem consigo, porém isso também não é facil. A insatisfação faz o ser humano mudar, agora vai depender de cada um a escolha de ser para melhor ou para pior. Sendo que nem sempre esta escolha se faz conscientemente.
Felicidade a todo custo? não creio, seria mais felicidade nos momentos felizes, pois sem os momentos tristes, jamais saberiamos quando seriam os momentos felizes.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cotidiano

Queria escrever algo diferente;
Algo novo... mas nada pode ser construido, sem uma estrutura anterior.
Cotidiano é uma palavra que nos acomoda e nos incomoda, seja mental, seja corporal.
Segundo o dicionario "Michaelis" online:
co.ti.di.a.no
adj+sm (lat quotidianu) 1 De todos os dias. 2 Que, ou aquilo que se faz ou sucede todos os dias. Var: quotidiano.

É tudo aquilo que ocorre em nossas vidas e deixamos de olhar, porque virou comum, e de alguma forma não nos toca mais, seja o mendigo no meio da rua, seja a criança "problema", seja o dia passar, seja o céu que não tem mais estrelas, seja nosso corpo.

Devido ao corre-corre do dia a dia, por vezes, esquecemos o que é o dia. Sabemos o que são horas. Apesar das horas serem importante e sua origem é do posicionamento solar. Não somente o Dia, mas a Noite também é importante, pois é nela que o corpo descança e metabolisa seu dia.

Uma experiencia que eu tive há dois anos atrás, foi um emprego que eu entrava de manhã e saia à noite e comia quando o sol estava a pico. Perdia o nascer e o por-do sol. Perdendo assim minha vida, a arte que não desenvolvia em mim, parecendo que tudo estava estagnado.

O corpo... quantas coisas engolimos para sobreviver? Não degustamos para viver, seja o amargo da tristeza, azedo do mau humor, o salgado da vida bem temperada, o doce dos amores... mas o que acontece é que colocamos tudo para dentro sem o menor cuidado? Alguns não aguentam e botam para fora, outros ficam com azia e quase todos um profundo mau-estar.

Como comemos a nossa comida? Com pressa? de pé? andando? Como fica a nossa digestão, então? deixamos o corpo acalmar? não praticamos exercicio pesado depois do almoço? Como é que ele está?

O cotidiano deveria ser o organizador de nossas vidas, porém nossas vidas são desorganizadas, na real, somos organizados pelo relógio, e não pelo nosso organismo. Nosso organismo se mata para digerir todos as substâncias de todos os dias. Seria um dos motivos que há tantos problemas de estomago, sendo este uma simples gastrite ou um cancer?

Quando foi a ultima vez, que comemos na mesa, sem televisão ou som, no silêncio, ou com apenas as pessoas que gostamos, conversando? Quando foi a ultima vez, que cozinhamos junto com as outras pessoas? Quando foi a ultima vez que lemos uma história para os menores? Ou brincamos com eles e re-aprendendo a se divertir com a simplicidade.

O cotidiano pode ser transformado. Não precisa parar com tudo na vida, mas algumas coisas podem fazer a diferença, coisas pequenas, assim como fazer algo com quem gostamos, deixar as televisões um pouco de lado. E voltar a sonhar, pois nem tempo temos mais para sonhar, são neles que digerimos nosso dia a dia.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

3 semanas isoladas do mundo

Divertido... é a palavra do momento, e foi muito divertido mesmo essas ultimas semanas. Fiquei cheio de lama, da cabeça aos pés, andei muito a cavalo, corri bastante, fugindo de crianças e até me machuquei quando cai e quebrei uma placa com a minha canela.

Lembranças boas, de uma passagem sem só... com cansaço corporal e mais.
Tiveram dias que sentia não ter mais energia para seguir em frente com todos aqueles jovens. Faz dois dias que voltei, após três semanas seguidas, e ainda sinto o cansaço do corpo.

Fiquei três semanas sem televisão, internet, celular e qualquer outro tipo de tecnologia que ajuda a perder o tempo entre dedadas... sem congestionamentos...
enfim, terminou, voltei e já estou estressado com o ritmo da cidade. Sempre calculando o tempo e tentando controlá-lo, sendo que lá nem relógio eu usava, e me sentia mais. Sentia quando estava com fome e respeitava isso, aqui posso estar com fome, mas penso que preciso terminar primeiro, com isso, o corpo se distancia...

Estou rouco de tanto gritar, para chamar a atenção deles... péssimo... deve ter uma maneira melhor, mas eu não sei qual ainda.

Agora o futuro?? não sei, tenho que pensar e responder àquilo que me vem.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Por vezes, gostaria de ter uma bola de cristal

para espiar o meu futuro

tem dias que corro para o tarô

outros dias para o I Ching


Mas logo percebo que não tem como

saber de algo sem dar o primeiro passo

sendo que este pode nos levar

para lugares que nem desconfiamos


Mesmo assim, olho meu mapa astral

mesmo não o entendendo, mas na esperança dele entrar por Osmose

então aos zoodiacos no céu ou no papel

mas nada ne adianta se primeiramente

não me aproprio de mim

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Seria a ultima do ano??

Ontem, foi meu aniversário. Como de costume, passei em casa, de forma tranquila, mesmo porque, não estou bebendo bebidas alcoolicas. Devido a São Silvestre :).
Mas o que eu vim escrever aqui não foi isso.
Semana passada, participei de um acampamento. Ajudei a coordenar as atividades das crianças. Apesar de não lembrar direito quais são as atividades seguintes, de alguma forma eu sabia o que aconteceria no momento seguinte.
Infelizmente, choveu bastante, as crianças começaram a ficar impaciente pois não tinha lugar fisico para gastar a energia deles.
Percebi que nessa idade, podemos fazer acordos com eles, além entender o sentido, eles cumprem com o acordo, desde que você também cumpra com o seu.
Foi importante esse acampamento, percebi muitas coisas que antes não percebia em mim, o que é engraçado :)
Realmente trabalhar com criança é legal... estava na minha cabeça agora, que é mais traquilo, mas a tranquilidade não é por ser criança, mas em suma, criança "saudavel". Aparentemente não tenha nenhuma questão psiquica mais pesada. Apesar de ter duas crianças bem dificeis. Uma com um retardo avançado e outra que não consegui diagnosticar. Elas me ensinaram muito, e percebi que era mais ou menos isso que eu buscava quando disse que queria viver antes de voltar a estudar. Realmente, a prática não deve se encaixar na teoria, e a teoria pode deixar espaço em branco para que a individualidade possa aparecer.
O diagnostico nesse momento é importante para poder pensar em como atuar, pois não se atua de igual com uma criança "normal" e da "especial".
Vou ficar por aqui, depois escrevo mais sobre...

o natal está chegando!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Droga, estou me desensibilizando

É incrivel como as coisas vividas vão fazer algum sentido após algum tempo de distanciamento; Não que o que reflita seja a verdade, mas é como me pega nesse momento, depois de tudo que ocorreu.

De alguma forma, somente agora estou digerindo algumas questões que estavam me incomodando durante o trabalho com os dependentes quimicos.

Muitos deles falavam que acreditavam em energia boa e energia ruim. Nenhum deles relacionou a droga com energia ruim, mas que usavam quando estavam (contaminados por energia ruim). Um deles me contou que usava com os amigos e assim se sentia bem. Questionei sobre como era ficar COM as pessoas. Respondeu que era normal, não tinha problema quanto a isso. Então perguntei como era quando ele estava sobrio. A pergunta ficou no ar.

A cada reação do corpo, seja ela: dor, prazer, desconforto, conforto, é uma resposta de como o mundo age em nós e como reagimos a ele.

Nesse fins de semana fui a uma balada, coisa que não fazia há tempos. Ambiente legal e conhecido, pessoas legais e conhecidas e desconhecidas também. A diversão era o motim para ter ido para lá, coisa que consegui fazer. Como de costume fiquei sobrio, mas com uma outra presença, foi totalmente estranho olhar para o ambiente dessa forma.

Percebi as pessoas bebendo e bebendo, até este momento nada de novo. Estava curtindo a banda quando alguns seres chegaram e literalmente me empurraram para outro lugar, obvio que fiquei com raiva, e isso acontece bastante, pois no fundo, o respeito, as pessoas deixa em casa. Enfim, continuei prestando atenção na banda, de forma descontraida, quando chegou um momento que me ouvido começou a doer. Tive que improvisar e colocar um pedaço de papel no ouvido para proteger e nesse momento perdi um tanto da minha audição.

Bem, cheguei a esse ponto, para dizer que se eu tivesse bebido bastante, muito provavelmente, não teria percebido essa dor e prejudicaria a minha audição, não hoje, mas no amanhã. Assim como aconteceu há 11 anos atrás com a minha voz, hoje, tenho que cuidar dela mais do que talvez precisasse se não tivesse ultrapassado o meu limite.

O que ficou dos meus 18 anos foi que perdi a voz e sem ela, deixei de falar muitas coisas, me anestesiei perante ao mundo e passei a observar e tentar a cada dia estar mais em contato com o outro. Muitas vezes, o outro não está pronto para esse contato, seja ele consumidor de drogas, remedios, compras, downloads, seriados, jogos etc etc... sempre me questiono o que fazer?

Ter a paciencia de um terapeuta? Ou de um oriental? Ou mesmo, não ter.

Minha resposta?? Não tenho... vou trilhando e achando onde posso ir, onde posso chegar... Para isso, preciso estar mais sensivel as coisas, estar mais presente em meus limites. Não depender de coisas para me sentir mais alegre, mas estar mais alegre independente do que se tem.

Precisei me desensibilizar de mim para poder me olhar de outra maneira, me sensibilizar novamente, para chegar a uma conclusão que é minha, que outros podem questionar com todo o direito, mas todas as vezes, que me entorpeço, seja com chocolate, compras e até cerveja, Estou desligando a chave da presença mais sincera, e disfarço o meu eu, fujo para um monte que tb não consigo criar, apenas consumir para diminuir as tensões, fugindo de mim mesmo, mas quando vou para a imaginação ativa e criativa estou cada vez mais proximo de mim e isso me deixa mais sensivel... e a grande questão que fica é: e o que eu faço com isso (sensibilidade)? A resposta que tenho hoje é: deixe fluir, por mais assustador que seja, deixe fluir como a água, pois ninguém consegue contê-la.


boa semana


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Confiar ou Confinar

Duas palavras. Por distração, as duas palavras se transformam na mesma.
Estou com elas, há duas semanas, desde o encerramento de um grupo terapeutico. Não foram esses termos que apareceu no grupo, mas o sentido foi esse.

Quantas vezes, confundimos confiar, confinar, depositar e se jogar? Uma pessoa me disse: "Cara, eu depositei toda a minha confiança naquela pessoa". Normalmente é o que fazemos, pegamos nossa confiança e depositamos no outro, como se o outro fosse um banco e pudesse guardá-lo para todo o sempre.
Como principio penso que, o outro não é deposito, apesar de terem muitas pessoas que se fazem de, e sofrem por esse motivo, seja, espiritual, energético ou fisico.

A partir do momento que depositamos em alguém, tiramos nossa responsabilidade (o nosso responder por nós mesmo) e deixamos para que o outro se vire com isso. Muitas vezes, para um futuro, podermos nos abster de nossa dor.

Confiar - no dicionário encontro assim: con.fi.ar
(lat confidere) vti e vint 1 Acreditar, ter fé. vtd 2 Incumbir, encarregar.

Mas gostaria de colocar outra parte, uma parte que nos faz responder ao outro sem nos tirar da relação.
Dentro da palavra, vejo outras duas : Con-fiar. FIAR COM.

O trabalho de fiar um fio, é um trabalho delicado, ele não pode ser feito as pressas e nem com muita calma, pois se for feito as pressas, o fio arrebenta e será necessário recomeçar o trabalho. Caso seja muito lento, o fio embola e novamente será necessário recomeçar o trabalho. FIAR COM exige um trabalho harmonico, sendo que um rode a roda e o outro puxe o fio, se estiver desarmonico, não importa quanto estas pessoas sejam perfeitas, o fio sairá ruim.

Para isso, é preciso estar em contato com o outro a todo o momento, como numa dança ou numa banda de musica. Não basta jogar no outro e sair pulando de alegria, dizendo ao mundo: "Vejam como eu sou bom, depositei minha confiança em quem (não) merecia" tirando a parte que lhe cabe.

Quando se faz isso; quando depositamos, confinamos nós mesmo na outra pessoa e confinamos a outra pessoa em nós. Nos prendemos. Uma vez que, reduzimos a nos mesmo, quando não carregamos a nossa parte da relação. Nos reduzimos ao ponto de jogarmos a culpa no outro também, já que "investimos" na relação e a moeda foi o deposito de confiança.

Um deposito e não uma construção.
Na construção, delegamos e deixamos que o outro entre na nossa vida de forma mais equilibrada.