segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Coisas Felizes


Por vezes, me questiono:

Por que eu não consigo escrever coisas felizes?

A resposta me foge,

porém, logo penso: Quando eu estou feliz,

provavelmente, eu não escreva.

e isso faz todo o sentido

me acalma e deixo está pagina contenta por ter encontrado uma resposta

para dormir numa noite quente como essa

:)

Eu e o carro


Finados, dia para se repensar a vida...

Estava dentro de meu carro, indo para o cemitério, para deixar flores em lembraça, àqueles que se foram. Quando no meio do carro, fiquei bravo com as pessoas que não davam setas em seu carro, informando o caminho que elas seguiriam.

Minha mãe por sua vez, falou que era estupidez minha e fiquei pensando que poderia ser, mas logo em seguida me veio outro pensamento, talvez isso seja apenas a ponta do Iceberg.

Volto ao que eu falei em algum momento, a questão da coletividade. Qual o significado de eu não sinalizar aos outros o que farei? O que aconteceria num grupo? Essa opção é mais facil de ser olhada, as outras pessoas não saberão o que está se passando e isso esta que não informa vai se isolando cada vez mais, pois não há uma troca real, sendo assim, muito mais fácil também conflitar e sair do conflito. Assim, como os jovens que têm problemas com drogas e os pais, ou cuidadores irão descobrir somente quando a droga faz parte da vida do jovem de maneira não muito saudável, se é que tem uma forma saudável para as drogas.

Voltando para o que aconteceu hoje. Pegando este exemplo, fica claro que a pessoa que não deu e normalmente não dá seta, não considera ninguém ao seu redor e ainda se acha no direito de xingar o outro, quando leva buzinadas.

Estranho mundo dos carros, o espaço egoico toma outras proporções, ficando do tamanho do carro, não estou falando de um lugar que eu não conheço, percebo que eu mesmo mudo em muito, mas tendo a consciencia desta mudança eu consigo perceber o quanto estou sendo correto e o quando eu estou sendo folgado e não respeitando o outro.

Isso podemos começar a ampliar no sentido de começar a olhar para as tragédias do transito e como ficamos insensíveis ao outro. O outro deixa de ter importancia, e subimos nele, seria possivel afirmar que o carro ajudou as pessoas a ficarem cada vez mais distantes uma da outra? e não somente isso, mas a questão da cidade ser grande também. O carro já foi um status, e para muitos continua sendo. Pensando nesse sentido, ele é um objeto que me diferencia do outro que não tem, mas ao mesmo tempo, se ele for usado de maneira a levar outras pessoas ele também se torna um transporte coletivo, mas por incrivel que pareça, muitos saem de carro, sozinhos. O que significa isso??

Ainda estou a pensar.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estava correndo e me veio uma coisa interessante em minha cabeça.
Fiz uma correlação entre o arroto e o rugido do leão.
Parece bizarro, mas estava um dia em casa e escutei arrotos e me senti coagido pela altura e potencia do mesmo. Assim como, quando mais novo, eu fazia competições com meus amigos, do arroto mais forte e isso dava uma sensação de superioridade.
Dificil pensar desta maneira, pois eu não olhava por este angulo, diferentemente dos Leões, os arrotos afastam as pessoas, pois é considerado porquice.
Eu sei, muito provavel, eu esteja realmente viajando, mas eu queria compartilhar esta viagem.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sometimes


"Sometimes I want to go away

Sometimes I want to come back here

Sometimes I want to pretend

But most of time I m so real


And sometimes I feel I can never win

I think and let it be seeing what it will be

And sometimes I feel I can never win


Sometimes I want to be far away

Sometimes I want to meet you again

I think a lot of things out of here

But I don’t have much time to say all of this


Sometimes I feel I can never win

That I’m not going on like a rock in the middle of the river

Sometimes I feel I can never win

But you was there to take me off this


I’ve tried to open my eyes alone but I’m not able to

I was walking in shadow like zombie

And now I see the light


Sometimes I feel I can never win

But now I see that I could do

Sometimes I feel I can never win

But now I see I did something good

Sometimes I feel I can never win

Now I see that it is wrong and I put myself in this way


Sometimes I feel I am in wrong way, side, place and time

And you made me see that it is not fair

Sometimes I feel I am in wrong way, side, place and time

And I realise it is not like that".

Paulo Tiago Akio Ogura

sábado, 10 de outubro de 2009

Manter aqui as coisas é não mudar

Qual é o ganho de me manter onde estou e como estou?
Essa pergunta está em minha mente desdes quinta passada, questionada por Lucia.
São poucas pessoas que conseguem me fazer pensar nesta profundidade e mesmo assim eu não consegui uma resposta racional....
Pensei na comodidade, muitos amigos dizem que o homem busca o comodo e não a mudança, por vezes, eu também quero uma estabilidade no sentido emocional, porém a cada fato, a cada instante o mundo age em nós, e nos tira da posição comoda. Li em Caplan que essas chamadas da vida, não necessariamente são reais mudanças no sentido de enfrentar uma situação, mas que olhando a longo prazo, a pessoa está rodando no mesmo circulo que antes, porém, com a sensação de mudança. Isso seria o que desejaria ser estável? Sempre de boa? Em conversas com amigos, eles dizem que a cada dia eu tenho uma novidade, seria isso real ou é da maneira que eu coloco? Dificil resposta, creio que a vida chama a nossa pessoa para olhar para ela, não importa como, se mutei muito ou pouco isso é merito do esforço de me aprofundar em mim mesmo... que por vezes, vejo um desepero da dissociação se aproximando, pois seria como mergulhar no oceano sem lanterna.
Depois de tanta mudança, qual é o meu ganho de permanecer neste lugar? O que de tão ruim eu fiz para me manter nessa posição? Apesar de ser muito cético, eu tive uma formação religiosa muito forte, e isso tem influencia no meu caso, mas não justifica.
O que significa perder o lugar que ocupava? Pior, o que significa perder um lugar que não é seu e/ou que não ocupa mais?
Manter-se nessa condição para não assumir a propria existencia é ao mesmo tempo fugir de si, pois assim você está a mercê do mundo e não tem muito o que fazer, e/ou não se responsabilizar dos próprios atos.
Acho que se minha vida fosse uma comédia, ela teria visivelmente duas personagens na mesma pessoa, assim como Jekill e Hyde. Uma que faz as coisas acontecerem, que está ai, tomando a vida nas mão e sempre tentando no máximo em não entrar em desespero, sempre com a esperança de um futuro melhor e outro que é corroido pelos defeitos, que teme o mundo e tenta não se responsabilizar pelos proprios e com isso, faz injustiça e "cagadas", sofrendo, assim como a personagem Harvey. A comicidade estaria na tentativa de cada metade tentando seguir em frente e elas se tropeçando, ao invés de uma ajudar a outra, pois os polos não entram de acordo.. ou seja, de um lado, uma metade faz e a outra critica negativamente, colocando a outra face para baixo, com isso ambas ficam baixas e assim, mantendo-se na mesma posição.
Mas novamente, porquê disso?
Simplesmente não tenho resposta para isso, vou fechar meus olhos e deixar que a resposta venha para que eu posso enfrentá-la de frente e seguir em frente.

A criança grita de desespero, mas logo sorri pela atenção que lhe foi dada...

Bom feriado de dias das crianças.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Prudencia x Carpe Diem

Passamos por momentos dificeis na vida, não somente na questão financeira, o que é mais comum de se ter, pois é algo que interfere diretamente em nossas vidas, uma vez que sem dinheiro "nada" podemos fazer.
Mas tive uma experiência estranhamente diferente, fiquei maus e de certa forma paralisado durante um tempo, depois de ter percebido no burraco que eu me encontrava, e que tenho tentado sair já um tempo.
Um passo que eu ainda não consegui dar e que por vezes, me encontro frente a ele. Estranha sensação de estar sozinho, no sentido de não poder contar com ninguém, pois isso depende apenas de atos, de atos que projeto no espaço e que fará as mudanças em minha vida.
Hoje, vi o filme Em Busca da Felicidade, dramaticamente fantastico, me senti um pouco na pele do protagonista, porém, não tenho o mesmo objetivo que ele... sei que a felicidade é efemera e passageira, que temos que aproveitar o máximo possivel de nossas vidas, sem ser imprudentes, o que muitas vezes, parece impossivel, inclusive quando olhamos para os nossos "ídolos" externos...
Prudência x Carpe Diem.
Coisas que eu não refletia, eu apenas fazia sem pensar, o que ajudou em muitas coisas, devido a chatice que algumas coisas da vida nos colocam.
Acho lindo quando as pessoas, ou mesmo eu falo, que deve estar verdadeiramente com o outro, porém, muitas vezes, questiono, o quanto eu realmente estou verdadeiramente com as outras pessoas.
Quero crer que sempre estou, porém chega um momento da vida que não tem com estar com todos, mas que faz sentido estar com uma pessoa só e com ela estarei verdadeiramente, mesmo que distante e sofrendo.
Estariamos aqui para estar com todos ou temos que estar com uma pessoa apenas? é uma questão que não tem resposta e isso incomoda, pois estar sozinho está sendo doloroso, no sentido de não ter alguém para realmente estar, alguém que faça a sua existência fazer sentido.

temo estar carregando e escavando muito fundo, fico por aqui

e boa semana

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O livro TER ou SER tem me feito refletir muitas coisas que não estava pronto para olhar desta perspectiva. Lendo, fico a pensar o motivo pelo qual ele dividi tudo entre ter e ser, sendo que tem momentos que visivelmente é um momento de ter e o vazio vem pois o preenchimento desde trás a criação, mas não é assim como ele vê as coisas.

Penso que quando eu perdi meus avôs, e coloco o MEU, pois eles pertenciam a minha familia, a qual sustenta todas as possibilidades de ser, que desenvolvi e não. É uma posse pois eu pertenço a eles e eles me pertencem até um certo ponto. Isso é para ser visto como algo ruim? Sei que tem familias que possuem seus futuros, como uma coisas, sendo colocados como um objeto que vai ser tudo que os projenitores não foram. Ou o que eu acho de pior, que será qualquer coisa, deixando os futuros perdidos, passando muito tempo de sua vida procurando o sentido pelo qual veio a terra.

O que seria dos homens sem a posse, fico a pensar não como alguem que visa ter posses, mas como uma pessoa que não entende muito o significado de ter, enquanto leio o livro, acho que não consigo compreender o que ele está falando, sobre a questao de ter ou ser.