quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Aposta

Quanto vale uma aposta?

Sinto que estou num momento que tenho algumas cartas na mão, que são boas, porém estou com medo de usá-las. Talvez com medo de dar um tiro errado, de errar a mão em relação ao meu desejo.

Seria como se eu tivesse uma dupla de Ás(es) no poker e não estou querendo apostar muito com medo de perder aquelas boas cartas, como se se eu jogasse, eu perderia aquelas cartas e nunca mais reve-las.

Um medo materialista, que na verdade, tem relação ao dividir com o outro uma coisa que é só minha, ou seja, deixar de ser seu.

Quais cartas estariam na minha mão? Por que deste medo todo? do que tememos em apostar, o que pode acontecer de pior quando apostamos alto? Perdemos tudo e nos tornamos escravos de algo ou alguem.

rs tenho que pensar mais rs...

bom final de semana

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Espelho de novo?

Conjuntivite.
Acordo de manhã com dificuldade de abrir o olho direito, as palpebras pareciam coladas com diversas colas diferentes. Não podia sentir meu olho. Com apenas um aberto, fui andando sem ver a profundidade das coisas. Era tudo muito superficial, e meu olho direito não abria, não queria abrir. Fui ao espelho e lá permanece durante um tempo, que há muito não fazia.
Lá encontrei um rosto estranho, um pouco acabado e judiado pelo tempo que não para. Com apenas um olho, eu só consegui ver de maneira superficial.
Joguei água e enfim consegui abrir os olhos. O efeito esperado não aconteceu, a imagem continuou a mesma, sem a terceira dimensão.
Queria poder voltar a ver como antigamente, tinha algo de errado com a minha visão. Sai do espelho e fui ao oftalmo e ele afirmou que estava tudo bem clinicamente com a minha visão. Novamente me coloquei frente ao espelho e não sabia o que esperar desta vez. Tinha medo, fiquei pensando se tinha alguma coisa que eu não queria ver, por isso que não conseguia abrir o olho direito. Mas nada.
Olhando cada vez mais para dentro de mim mesmo, segui numa viagem de mim mesmo, lembro de que ao fundo tocava a musica Yesterday, fui entrando cada vez mais no fundo de mim, ficando cada vez mais assustado, pois nada eu poderia encontra. Apenas vazio, sem som, sem imagem, a terrivel experiencia de não ter nada em mim.
Continuei olhando até que ao fundo vejo uma criança, o que ela faz? não tenho ideia, mas ela está lá sentada olhando para mim, assim como eu acho que eu estou olhando para ela.
Para quem você olha? pergunta-me
Para você, pensei, mas ele continua negando a minha afirmação.
Quando percebi que eu realmente não estava olhando para a criança, mas atravez dela. O que isso poderia significar? Não estava conseguindo olhar para aquela criança com os meus olhos, algo nela me fazia senti-la transparente. Meu foco estava para atrás dela, tentei focar nela, mas cada vez que eu fazia isso o meu olho doia.
Como se saindo de um transe volto a me ver no espelho do banheiro, com um dos olhos fechados.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fazemos parte de um todo?

(Brainstorm)

O homem ainda faz parte da natureza? ou ele tem uma natureza à parte? O homem deixou de ser natural no sentido de fazer parte de um todo. Ele já deixou de se considerar animal, ele está mais distante de tudo o que há no mundo, se aproximando cada vez mais com aquilo que ele mesmo produziu. Fechando em si mesmo, não conseguindo olhar para o lado e ver o que está acontecendo, ou reconhecer o proprio ato de destruição.
Parece que temos odio das coisas naturais, não queremos envelhecer, precisamos manter a aparencia o mais jovial possivel. Para tentar nos aproximarmos dos deuses que deixaram de existir, que na verdade está dentro de cada um... sindrome de um deus menor, achamos que como não fazemos mais parte de um todo, podemos brincar com aquilo que não faz parte da gente. Assim como os Deuses usaram os homens como experimentos, nos usamos a natureza. Com o mesmo impeto de crueldade.
Estamos sendo natural? Não creio, hoje as pessoas dependem de uma pessoa na televisão para dizer se vai chover ou não, deixamos de sentir a brisa, o cheiro da chuva. Nos relacionamos com os objetos e não mais com as pessoas e animais, ou paisagem, ou a energia que cada ambiente carrega consigo.
Achamos que temos mais força que a historia de horror que as catedrais mantém em seu interior, ou que um lugar de culto sagrado, pois o sagrado se tornou futil e um luxo, enquanto que antes era necessário.
Gaia estaria de volta?
De que adianta a racionalização de Gaia, se as pessoas não sentem mais a natureza, melhor, não se sente fazendo parte dela? Reich foi cruzificado, por sua loucura, ele se aproximou demais da questão energética. Não tinha consciencia talvez que ele se aproximava bastante do Tao, um encontro interessante entre o ocidente e o oriente. Diferentemente do que acontece. O Oriente está cada vez mais Ocidente.
O homem parece gostar de manter o patologico, o não saudável e mandar para longe o saudável. Nos prejudicamos, vamos em direção do Caos, pois ele é o que nos circunda, é muito mais natural seguir para o Caos, pois o caos não tem o que se pensar, apenas Caos. Quando uma pessoa se encontra em meio ao Caos, dificilmente consegue se libertar, se organizar sozinha, o que torna cada vez mais complicado, sendo que mais pessoas estão entrando neste caos sem perceber o que acontece com elas.
Paralizamos devido ao caos que a natureza coloca para nós, as guerras são o caos que ninguém quer realmente ver. O que começou a guerra? Qual é sua função? poder? monetário? existencia? se perdeu o motivo real das guerras que se tem hoje, elas são o eco de um passado longincuo que talvez devesse não ter mais sentido. Somente o caos nos leva a voltarmos a sermos animais. Sobrevivencia, sobreviver.
Lei do mais forte, O macho alvo, a matilha, o grupo, tudo interligado, mas ao contrario da natureza, nos brigamos com semelhantes e tendemos a guardar rancor e em algum momento histórico retrucamos algo que não nos pertence mais.
Não há lutas justas, não fazemos mais parte da Natureza, temos a propria natureza humana. O que nos tornamos? Para onde vamos? e para que?

Por mais que eu mude o titulo, acho que os textos continuam semelhantes. Talvez isso eu tenha que mudar. Escrever sobre coisas alegres, felizes... quem sabe um dia..


boa semana

O fruto

Era uma vez, uma fruta que estava presa a um galho de árvore. Verde o suficiente para não ser colhida, comida ou caída.

Fitava o horizonte, pensando no dia em que podeira ir para além dele. Esse tardava à chegar. Outras frutas eram colhidas antes e ela foi ficando. Por vezes, ela desejava que viesse um vento forte e a levasse para outros lugares.

Nenhum vento forte o suficiente tocava em sua casca. Estava presa ali, naquele galho já conhecido. Sem condição de sair daquela posição. Desespero. Não tinha paciencia para esperar.

Seu controle, foi aprendendo a esperar e com isso, teve tempo para sua coloração mudar.

Ele tinha um leve ideia de que se caisse verde, poderia apodrecer antes de criar raízes, sendo devorada por decompositores, esquecida num canto qualquer.

Quando menos esperava, um de seus desejos aconteceu, o vento veio forte soprando, querendo derrubá-la, porém, ela temeu a força do vento e sua insegurança a fez agarrar mais forte o galho que ela se encontrava. A ventania passou e ela mantece-se lá, meio verde, meio madura.

Um certo dia, um pássaro veio e pegou-a, levando-a para outra parte do mundo, que se mostrou enorme, sempre havendo um horizonte que ela não conhecia, intocável.

O pássaro a soltou sem querer, não se dando o trabalho para ir atrás dela, por não fazer parte de sua natureza resgatar tudo que se perde. Ficou no meio do caminho, o solo não era um dos melhores, mas era fertil. A chuva tardava naquele periodo. Não há como a semente se esticar e criar raízes em terra fertil sem água.

Novamente, a ansiedade de controlar o ambiente era terrificante. Nada se podia fazer. Impotencia, tinha que esperar, não tinha outra solução além dessa. Lutar e rezar pela chuva. Esperança.

Os dias foram passando e nada de chuva. A terra começava a ficar levemente árida. Ela se mexia para tentar sair daquele lugar, quando outro vento forte a levou para outras terras. Até que parou num lago. O que a ajudou a se hidratar. Havia vários riscos e assim seguia.

Estava descendo um filete de água que se encontrava num rio. Ela tentava chegar até a margem para lá, fixar suas raízes. Um peixe a engoliu, mas ao mesmo tempo uma ave de rapina o pegou para ser seu alimento.

Depois de um tempo a semente caiu da boca do peixe, caindo em uma terra úmida e macia pela chuva. Ali estava ela, deitada na terra macia, quando uma matilha de lobos passaram por cima dela, enterrando-a.

Ela não conseguia ver o mais o horizonte, estava tudo escuro. Oras mais quente, oras mais frio.

Já sem esperança por estar dias no escuro completo, uma energia a fez esticar as pernas e os braços que estavam encolhidos. Seus braços esticaram como se quisessem alcançar o céu.

Quando percebeu que tudo estava claro e que era bom se esticar, sentir que tudo fazia sentido. Ela será uma árvore que dará muitos outros frutos, que darão muitas outras árvores.

Mudança de titulo

Novamente estou aqui para mudar o titulo, ele parecia escuro, e pesado. O andarilho, normalmente anda sozinho pelo mundo, sem ninguém para acompanhá-lo. Anteriormente era Lobo solitário, agora acho que trilha se torna interessante, pois abre caminhos.
Já trilhei uma porção de caminhos em minha história de vida e isso é muito bom, agora acho que estou começando a trilhar algo novo, que ainda não tenho muito consciencia do que é. Esperemos e veremos o que se tornará.

Changing Title
Once again, I'm changing the title, cos the old one seems like darkness and heavy. "The vagabond" walk alone around the world, no one can go with him. Before that was Lobo solitário, and now I think that trilhar could be much more interesting, cos it sounds open way.
I do a lot of way behind me in my holy life and it is good, and now I'm coming to something new, but I don't know it yet. I will wait and see what happen.

see ya

terça-feira, 21 de julho de 2009

O que faço aqui?

Quando entrei na ultima vez nesse site, ainda fazia sentido o título do blog, porém as coisas não estão caminhando como queria. Estou mais parado e paralisado, assim como me encontrava há 6 anos atrás. Como se o tempo tivesse passado e eu não consegui trabalhar as questões que estavam presentes, apenas empurrei com a barriga, continuando a seguir sem realmente parar e fazer alguma coisa diferente.
Uma coisa que me falaram esses dias e que me pegou de uma maneira estranha, foi que era dificil ser abandonado. Apesar de ter uma familia, que posso dizer tradicional, com presença fisicas das figuras cuidadoras... mesmo assim... tenho o sentimento de abandono, então não a falta... mas sim como estão presentes...
Pensei em fazer um monte de conto, mas por algum motivo travou a minha criatividade espontanea, acho que tenho que fazer algo antes que isso agrave.
Eu me prendi nisso e tenho que sair disso, o que parece muito facil para quem está de fora, porém estou com dificuldade. Porque eu não trabalho com qualquer coisa? assim como uma pessoa normal? O que me impede nesse momento de seguir em frente e conseguir minha independencia... em todos os sentidos...

When I enter here, the title was made sense, but now I have a doubt, cos I am here doing anything, When I say anything it means nothing. I think I am in the same way that I was 6 years ago. It seems I could fight with this and for this reason I have to do it now. That is ok, since I could transpose this boring time.
One person said to me that I look like a lost boy, instead I have a good and traditional family I feel lonely and I don't have place where I am.
I though a lot of story, but I could not write anyway. I've to do something quickly before it became a problem.
I lost myself and I don't have any Idea what to do leaving this situation. To conquest my independency in all means that this words has.
I hope in the next time I am better, anyway... I can't close the doors.

see ya

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ainda voltarei neste texto - Reescrevendo historias

E se tudo o que você soubesse não fosse a completa verdade? O que faria?

Tenho uma cena na mente, a cena final, que diz muita coisa mas não tudo. Apenas uma delas foi vista por todos e apenas ela permaneceu, pois ninguém tinha possibilidade de ver por outro prisma. Seria como um romance de Sherlock Homes incompleto, sem um desfecho realmente que faz um sentido maior que una todos os personagens da história.

Estranho pensar isso depois de tantos anos percorridos desde o acontecimento, porem um fato como esse de interpretação pode acabar destruindo uma pessoa, família comunidade, pais, mundo.

Mesmo quando a verdade de um crime que não aconteceu é reconhecido, as pessoas não são simplesmente soltas, libertas, pois o papel social que ele representa é um porto seguro para os outros justificarem o seu posicionamento perante o mundo e a ela mesma.

Cena primária: um som, choro de recém nascido e chegado em casa. Os pais correm, e vêem o filho recém nascido no chão e o outro mais velho, em cima do berço.

Essa é a cena do crime, se olharmos faz muito sentido que o mais velho empurrou o mais novo, inclusive por termos a crença do ciúme. Cremos na lenda de Caim e Abel, a tão famosa historia sobre o irmão que matou o outro por motivos de ciúmes.

A bronca fora dada, o irmão mais velho teve um apagam e as doenças começaram a aparecer. Essa historia foi repetida diversas vezes e toda a família ficou presa nela, por motivo obvio, devido ao impulso de matar o irmão, quem poderia confiar nesse sujeito? Poderia descrever muito mais detalhes sobre tudo o que se passou com esse garoto e sua família.

Porem um dia, o garoto mais velho resolveu retomar aquela cena que todos descrevem. Assim, percebeu que tinha uma falha na cena como tão. O que veio antes do possível empurram, a cena não podia descrever e foi interpretado da maneira que todos ali poderia olhar, não o que realmente aconteceu.

Enfim, voltando, Sherlock Homes não teria ficado satisfeito com essa interpretação barata e simplista.

Reconstituição da historia antes da cena primaria. O irmão mais novo chega em casa, todos dão atenção para ele, sendo que o mais velho fica de fora, não pode também chegar perto do pequeno.

Quando todos não estavam mais dando atenção para o neném ele resolve se aproximar, e carregar assim como as pessoas que ele gostava faziam, porem ao levantar o neném, ele não tinha forca para sustentá-lo o que acarretou em um acidente. A bronca viria do mesmo jeito. A lição que tomou disso, foi que mostrar afeto não é bom e é perigoso.