Um espaço de questionamentos e registros de minha pessoa sobre ações do mundo em mim e minhas no mundo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Aposta
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Espelho de novo?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Fazemos parte de um todo?
O fruto
Era uma vez, uma fruta que estava presa a um galho de árvore. Verde o suficiente para não ser colhida, comida ou caída.
Fitava o horizonte, pensando no dia em que podeira ir para além dele. Esse tardava à chegar. Outras frutas eram colhidas antes e ela foi ficando. Por vezes, ela desejava que viesse um vento forte e a levasse para outros lugares.
Nenhum vento forte o suficiente tocava em sua casca. Estava presa ali, naquele galho já conhecido. Sem condição de sair daquela posição. Desespero. Não tinha paciencia para esperar.
Seu controle, foi aprendendo a esperar e com isso, teve tempo para sua coloração mudar.
Ele tinha um leve ideia de que se caisse verde, poderia apodrecer antes de criar raízes, sendo devorada por decompositores, esquecida num canto qualquer.
Quando menos esperava, um de seus desejos aconteceu, o vento veio forte soprando, querendo derrubá-la, porém, ela temeu a força do vento e sua insegurança a fez agarrar mais forte o galho que ela se encontrava. A ventania passou e ela mantece-se lá, meio verde, meio madura.
Um certo dia, um pássaro veio e pegou-a, levando-a para outra parte do mundo, que se mostrou enorme, sempre havendo um horizonte que ela não conhecia, intocável.
O pássaro a soltou sem querer, não se dando o trabalho para ir atrás dela, por não fazer parte de sua natureza resgatar tudo que se perde. Ficou no meio do caminho, o solo não era um dos melhores, mas era fertil. A chuva tardava naquele periodo. Não há como a semente se esticar e criar raízes em terra fertil sem água.
Novamente, a ansiedade de controlar o ambiente era terrificante. Nada se podia fazer. Impotencia, tinha que esperar, não tinha outra solução além dessa. Lutar e rezar pela chuva. Esperança.
Os dias foram passando e nada de chuva. A terra começava a ficar levemente árida. Ela se mexia para tentar sair daquele lugar, quando outro vento forte a levou para outras terras. Até que parou num lago. O que a ajudou a se hidratar. Havia vários riscos e assim seguia.
Estava descendo um filete de água que se encontrava num rio. Ela tentava chegar até a margem para lá, fixar suas raízes. Um peixe a engoliu, mas ao mesmo tempo uma ave de rapina o pegou para ser seu alimento.
Depois de um tempo a semente caiu da boca do peixe, caindo em uma terra úmida e macia pela chuva. Ali estava ela, deitada na terra macia, quando uma matilha de lobos passaram por cima dela, enterrando-a.
Ela não conseguia ver o mais o horizonte, estava tudo escuro. Oras mais quente, oras mais frio.
Já sem esperança por estar dias no escuro completo, uma energia a fez esticar as pernas e os braços que estavam encolhidos. Seus braços esticaram como se quisessem alcançar o céu.
Quando percebeu que tudo estava claro e que era bom se esticar, sentir que tudo fazia sentido. Ela será uma árvore que dará muitos outros frutos, que darão muitas outras árvores.
Mudança de titulo
terça-feira, 21 de julho de 2009
O que faço aqui?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
ainda voltarei neste texto - Reescrevendo historias
E se tudo o que você soubesse não fosse a completa verdade? O que faria?
Tenho uma cena na mente, a cena final, que diz muita coisa mas não tudo. Apenas uma delas foi vista por todos e apenas ela permaneceu, pois ninguém tinha possibilidade de ver por outro prisma. Seria como um romance de Sherlock Homes incompleto, sem um desfecho realmente que faz um sentido maior que una todos os personagens da história.
Estranho pensar isso depois de tantos anos percorridos desde o acontecimento, porem um fato como esse de interpretação pode acabar destruindo uma pessoa, família comunidade, pais, mundo.
Mesmo quando a verdade de um crime que não aconteceu é reconhecido, as pessoas não são simplesmente soltas, libertas, pois o papel social que ele representa é um porto seguro para os outros justificarem o seu posicionamento perante o mundo e a ela mesma.
Cena primária: um som, choro de recém nascido e chegado em casa. Os pais correm, e vêem o filho recém nascido no chão e o outro mais velho, em cima do berço.
Essa é a cena do crime, se olharmos faz muito sentido que o mais velho empurrou o mais novo, inclusive por termos a crença do ciúme. Cremos na lenda de Caim e Abel, a tão famosa historia sobre o irmão que matou o outro por motivos de ciúmes.
A bronca fora dada, o irmão mais velho teve um apagam e as doenças começaram a aparecer. Essa historia foi repetida diversas vezes e toda a família ficou presa nela, por motivo obvio, devido ao impulso de matar o irmão, quem poderia confiar nesse sujeito? Poderia descrever muito mais detalhes sobre tudo o que se passou com esse garoto e sua família.
Porem um dia, o garoto mais velho resolveu retomar aquela cena que todos descrevem. Assim, percebeu que tinha uma falha na cena como tão. O que veio antes do possível empurram, a cena não podia descrever e foi interpretado da maneira que todos ali poderia olhar, não o que realmente aconteceu.
Enfim, voltando, Sherlock Homes não teria ficado satisfeito com essa interpretação barata e simplista.
Reconstituição da historia antes da cena primaria. O irmão mais novo chega em casa, todos dão atenção para ele, sendo que o mais velho fica de fora, não pode também chegar perto do pequeno.
Quando todos não estavam mais dando atenção para o neném ele resolve se aproximar, e carregar assim como as pessoas que ele gostava faziam, porem ao levantar o neném, ele não tinha forca para sustentá-lo o que acarretou em um acidente. A bronca viria do mesmo jeito. A lição que tomou disso, foi que mostrar afeto não é bom e é perigoso.