terça-feira, 21 de julho de 2009

O que faço aqui?

Quando entrei na ultima vez nesse site, ainda fazia sentido o título do blog, porém as coisas não estão caminhando como queria. Estou mais parado e paralisado, assim como me encontrava há 6 anos atrás. Como se o tempo tivesse passado e eu não consegui trabalhar as questões que estavam presentes, apenas empurrei com a barriga, continuando a seguir sem realmente parar e fazer alguma coisa diferente.
Uma coisa que me falaram esses dias e que me pegou de uma maneira estranha, foi que era dificil ser abandonado. Apesar de ter uma familia, que posso dizer tradicional, com presença fisicas das figuras cuidadoras... mesmo assim... tenho o sentimento de abandono, então não a falta... mas sim como estão presentes...
Pensei em fazer um monte de conto, mas por algum motivo travou a minha criatividade espontanea, acho que tenho que fazer algo antes que isso agrave.
Eu me prendi nisso e tenho que sair disso, o que parece muito facil para quem está de fora, porém estou com dificuldade. Porque eu não trabalho com qualquer coisa? assim como uma pessoa normal? O que me impede nesse momento de seguir em frente e conseguir minha independencia... em todos os sentidos...

When I enter here, the title was made sense, but now I have a doubt, cos I am here doing anything, When I say anything it means nothing. I think I am in the same way that I was 6 years ago. It seems I could fight with this and for this reason I have to do it now. That is ok, since I could transpose this boring time.
One person said to me that I look like a lost boy, instead I have a good and traditional family I feel lonely and I don't have place where I am.
I though a lot of story, but I could not write anyway. I've to do something quickly before it became a problem.
I lost myself and I don't have any Idea what to do leaving this situation. To conquest my independency in all means that this words has.
I hope in the next time I am better, anyway... I can't close the doors.

see ya

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ainda voltarei neste texto - Reescrevendo historias

E se tudo o que você soubesse não fosse a completa verdade? O que faria?

Tenho uma cena na mente, a cena final, que diz muita coisa mas não tudo. Apenas uma delas foi vista por todos e apenas ela permaneceu, pois ninguém tinha possibilidade de ver por outro prisma. Seria como um romance de Sherlock Homes incompleto, sem um desfecho realmente que faz um sentido maior que una todos os personagens da história.

Estranho pensar isso depois de tantos anos percorridos desde o acontecimento, porem um fato como esse de interpretação pode acabar destruindo uma pessoa, família comunidade, pais, mundo.

Mesmo quando a verdade de um crime que não aconteceu é reconhecido, as pessoas não são simplesmente soltas, libertas, pois o papel social que ele representa é um porto seguro para os outros justificarem o seu posicionamento perante o mundo e a ela mesma.

Cena primária: um som, choro de recém nascido e chegado em casa. Os pais correm, e vêem o filho recém nascido no chão e o outro mais velho, em cima do berço.

Essa é a cena do crime, se olharmos faz muito sentido que o mais velho empurrou o mais novo, inclusive por termos a crença do ciúme. Cremos na lenda de Caim e Abel, a tão famosa historia sobre o irmão que matou o outro por motivos de ciúmes.

A bronca fora dada, o irmão mais velho teve um apagam e as doenças começaram a aparecer. Essa historia foi repetida diversas vezes e toda a família ficou presa nela, por motivo obvio, devido ao impulso de matar o irmão, quem poderia confiar nesse sujeito? Poderia descrever muito mais detalhes sobre tudo o que se passou com esse garoto e sua família.

Porem um dia, o garoto mais velho resolveu retomar aquela cena que todos descrevem. Assim, percebeu que tinha uma falha na cena como tão. O que veio antes do possível empurram, a cena não podia descrever e foi interpretado da maneira que todos ali poderia olhar, não o que realmente aconteceu.

Enfim, voltando, Sherlock Homes não teria ficado satisfeito com essa interpretação barata e simplista.

Reconstituição da historia antes da cena primaria. O irmão mais novo chega em casa, todos dão atenção para ele, sendo que o mais velho fica de fora, não pode também chegar perto do pequeno.

Quando todos não estavam mais dando atenção para o neném ele resolve se aproximar, e carregar assim como as pessoas que ele gostava faziam, porem ao levantar o neném, ele não tinha forca para sustentá-lo o que acarretou em um acidente. A bronca viria do mesmo jeito. A lição que tomou disso, foi que mostrar afeto não é bom e é perigoso.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexo

A imagem que não consigo ver
É aquela que não posso ver
Aquela que meu reflexo foi detido
Meu modo de ver o mundo é uma unica via

O foco de meus olhares
Estão firmemente difusos,
Não permitindo o olhar direto
Para o que eu devo olhar

Se Narciso morreu ao espelhar-se pela primeira vez?
O que eu posso perante a um espelho
que deveras quebrado está?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

The sun

The sun is coming
The birds is singing
The live start in a new day

In the past, everything was darkness
And it scared me

Today the lord comes in my dream
Smile to me and go away.

I feel different
I fell strange, like a foreign for my own self

The sun shine in mine mind

(Paulo Tiago Akio Ogura)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Holy *&$%#$

Estava escutando uma musica do Teatro Mágico e por algum motivo lembrei de uma frase que eu li em Londres... sobre cair e lembrei que eu escrevi algo nesse sentido... estou pensando que talvez eu não cai ainda e estou com medo disso.
Como é possivel ter medo de cair, mesmo quando não estamos nem em cima de qualquer coisa? Penso que eu já estive no alto e isso incomoda... pensando nos mangás de vagabond que eles sempre sobem em uma montanha, para saber qual é a sua grandeza... qual será a minha? Será que eu realmente sei o tamanho da minha montanha? Será que eu já olhei realmente para ela?
A montanha... a minha... tem como comunicar com outra? ou devo cair ou descer para ir a outra montanha?
Estou me sentindo solitário de novo, isso não é nada bom, poderia um dia não sentir o vazio, bem que eu agora tenho ideia do que preenche esse vazio entre as montanhas.
Posso dizer que temos entrar em contato com a montanha alheia, pois assim, minha montanha... (lembrando de um verso que recebi quando pequeno... que para subir a montanha precisava dar o primeiro passo e não pular nenhum.. ) pode se mostrar não muito boa para as outras pessoas.
Mas porque desse pensamento? Minha montanha não deve ser pior que as das outras pessoas?? Não tem uma montanha melhor ou pior que a outra...
Montanha... essa metafora fortalece a diferença e a distancia entre eu e a outra pessoa... Montanha que não se move, aquela que fica apenas se desgastando e cultivando as proprias plantas.
Não quero mais cultivar uma árvore sozinho, mas com ela, aquela que tanto tenho receio de não conseguir falar... do medo do não e mais terrivelmente do sim...

Parece surreal, mas o sim está me incomodando muito, e não sei muito bem como passar por isso, claro que é enfrentando, mas... como?!
Espero que quando escrever aqui novamente, terei uma resposta para essa pergunta.

Boa semana

terça-feira, 19 de maio de 2009

Assim como escrito anteriormente, mas agora confirmado, estou saindo do emprego... não tenho nada previsto para trabalhar depois daqui, o que pode ser algo desesperador, ou simplesmente, uma possibilidade a mais para crescer e me desenvolver...
Incrivel como é estranho perceber isso.
Quando um amigo veio falando sobre ir para a Africa eu o questionei bastante, querendo saber o pq que ele queria ir para lá, mesmo este sendo o meu desejo também.
Fiquei pensando em muitas coisas que não pensava, tipo, a relação que tem o fato de ir para a Africa e não dar importancia para mim... como se eu não fosse importante e que se eu morrresse tudo bem, mas agora por curiosas situações, a vida se torna preciosa, porém mesmo assim, sinto um tanto vazio ainda.
Nossa acabei apagando aqui na cadeira.. o que será que significa isso??

quarta-feira, 13 de maio de 2009

a gota d´lagrima

Estranho escrever nesse blog, depois de um bom tempo dele estar parado. Mas hoje faz sentido, estou sentado na Biomind. Tudo em minha vida aqui deixou de fazer sentido assim como a minha vida de terapeuta, estou colocando tudo em cheque... não estou feliz, tenho tosses asmaticas só de pensar em tudo o que está acontecendo.
Estou preste a pedir demissão, estou pensando em como falar, mas sei que na hora H eu vou falar de outro jeito. Não queria explodir tudo isso, assim como no sonho, mas estou cansado, sem rumo, e sem dinheiro... ahahaha.
Descobri algo fantastico, estou gostando de uma pessoa e isso me deixa feliz, mas ao mesmo tempo triste, pois não sei o que pode acontecer pois, estou saindo de algo estavel para ir ao instavel, mas seja lá que eu deva ficar, pois assim nunca fiquei, acho que está na hora de dar esse passo para instabilidade e ficar louco pelo mundo... às vezes, penso que já enlouqueci e ninguém me falou sobre isso...
Está tudo tão incerto que não consigo escrever um e-mail... sinto como se tudo fosse explodir dentro de mim e que sujaria toda a reforma que ela fez com certo cuidado.
Não me demiti segunda feira pois outra pessoa se demitiu e achei melhor segurar, porém ontem eu me peguei chorando no meio do onibus lotado, e fiquei pensando o motivo daquele choro... simples, não estou mais aguentando a situação, e o pior é que o que mais me pega é não ter correspondido com as expectativas dos meus chefes... mas depois fiquei pensando, que eu nunca conseguiria correspondê-las pois eles querem realmente mais do que eu posso oferecer e meu limite foi esse, e a unica expectativa que eu posso almejar corresponder é a minha mesma.
Uma lagrima que molha meu rosto tras mais que apenas uma tristeza profunda de temer não ser aceito e pior ser odiado por figuras paternas, pois aqui tenho apenas figuras paternas, nenhuma materna, para ser sincero eu acho que fazia esta função aqui dentro, mas não posso continuar, pois não é uma terapia em conjunto, mas um ambiente de trabalho que pode contaminar e destruir esta função com o tempo...
Acho que eu preciso mais de figuras maternas....
Simbora para a música, acho que estou cada vez mais certo, porém mais longe, o que pode ter um significado que ainda não me dei conta do que realmente é.