Um espaço de questionamentos e registros de minha pessoa sobre ações do mundo em mim e minhas no mundo.
terça-feira, 21 de julho de 2009
O que faço aqui?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
ainda voltarei neste texto - Reescrevendo historias
E se tudo o que você soubesse não fosse a completa verdade? O que faria?
Tenho uma cena na mente, a cena final, que diz muita coisa mas não tudo. Apenas uma delas foi vista por todos e apenas ela permaneceu, pois ninguém tinha possibilidade de ver por outro prisma. Seria como um romance de Sherlock Homes incompleto, sem um desfecho realmente que faz um sentido maior que una todos os personagens da história.
Estranho pensar isso depois de tantos anos percorridos desde o acontecimento, porem um fato como esse de interpretação pode acabar destruindo uma pessoa, família comunidade, pais, mundo.
Mesmo quando a verdade de um crime que não aconteceu é reconhecido, as pessoas não são simplesmente soltas, libertas, pois o papel social que ele representa é um porto seguro para os outros justificarem o seu posicionamento perante o mundo e a ela mesma.
Cena primária: um som, choro de recém nascido e chegado em casa. Os pais correm, e vêem o filho recém nascido no chão e o outro mais velho, em cima do berço.
Essa é a cena do crime, se olharmos faz muito sentido que o mais velho empurrou o mais novo, inclusive por termos a crença do ciúme. Cremos na lenda de Caim e Abel, a tão famosa historia sobre o irmão que matou o outro por motivos de ciúmes.
A bronca fora dada, o irmão mais velho teve um apagam e as doenças começaram a aparecer. Essa historia foi repetida diversas vezes e toda a família ficou presa nela, por motivo obvio, devido ao impulso de matar o irmão, quem poderia confiar nesse sujeito? Poderia descrever muito mais detalhes sobre tudo o que se passou com esse garoto e sua família.
Porem um dia, o garoto mais velho resolveu retomar aquela cena que todos descrevem. Assim, percebeu que tinha uma falha na cena como tão. O que veio antes do possível empurram, a cena não podia descrever e foi interpretado da maneira que todos ali poderia olhar, não o que realmente aconteceu.
Enfim, voltando, Sherlock Homes não teria ficado satisfeito com essa interpretação barata e simplista.
Reconstituição da historia antes da cena primaria. O irmão mais novo chega em casa, todos dão atenção para ele, sendo que o mais velho fica de fora, não pode também chegar perto do pequeno.
Quando todos não estavam mais dando atenção para o neném ele resolve se aproximar, e carregar assim como as pessoas que ele gostava faziam, porem ao levantar o neném, ele não tinha forca para sustentá-lo o que acarretou em um acidente. A bronca viria do mesmo jeito. A lição que tomou disso, foi que mostrar afeto não é bom e é perigoso.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Reflexo
É aquela que não posso ver
Aquela que meu reflexo foi detido
Meu modo de ver o mundo é uma unica via
O foco de meus olhares
Estão firmemente difusos,
Não permitindo o olhar direto
Para o que eu devo olhar
Se Narciso morreu ao espelhar-se pela primeira vez?
O que eu posso perante a um espelho
que deveras quebrado está?
quarta-feira, 24 de junho de 2009
The sun
The birds is singing
The live start in a new day
In the past, everything was darkness
And it scared me
Today the lord comes in my dream
Smile to me and go away.
I feel different
I fell strange, like a foreign for my own self
The sun shine in mine mind
(Paulo Tiago Akio Ogura)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Holy *&$%#$
Como é possivel ter medo de cair, mesmo quando não estamos nem em cima de qualquer coisa? Penso que eu já estive no alto e isso incomoda... pensando nos mangás de vagabond que eles sempre sobem em uma montanha, para saber qual é a sua grandeza... qual será a minha? Será que eu realmente sei o tamanho da minha montanha? Será que eu já olhei realmente para ela?
A montanha... a minha... tem como comunicar com outra? ou devo cair ou descer para ir a outra montanha?
Estou me sentindo solitário de novo, isso não é nada bom, poderia um dia não sentir o vazio, bem que eu agora tenho ideia do que preenche esse vazio entre as montanhas.
Posso dizer que temos entrar em contato com a montanha alheia, pois assim, minha montanha... (lembrando de um verso que recebi quando pequeno... que para subir a montanha precisava dar o primeiro passo e não pular nenhum.. ) pode se mostrar não muito boa para as outras pessoas.
Mas porque desse pensamento? Minha montanha não deve ser pior que as das outras pessoas?? Não tem uma montanha melhor ou pior que a outra...
Montanha... essa metafora fortalece a diferença e a distancia entre eu e a outra pessoa... Montanha que não se move, aquela que fica apenas se desgastando e cultivando as proprias plantas.
Não quero mais cultivar uma árvore sozinho, mas com ela, aquela que tanto tenho receio de não conseguir falar... do medo do não e mais terrivelmente do sim...
Parece surreal, mas o sim está me incomodando muito, e não sei muito bem como passar por isso, claro que é enfrentando, mas... como?!
Espero que quando escrever aqui novamente, terei uma resposta para essa pergunta.
Boa semana
terça-feira, 19 de maio de 2009
Incrivel como é estranho perceber isso.
Quando um amigo veio falando sobre ir para a Africa eu o questionei bastante, querendo saber o pq que ele queria ir para lá, mesmo este sendo o meu desejo também.
Fiquei pensando em muitas coisas que não pensava, tipo, a relação que tem o fato de ir para a Africa e não dar importancia para mim... como se eu não fosse importante e que se eu morrresse tudo bem, mas agora por curiosas situações, a vida se torna preciosa, porém mesmo assim, sinto um tanto vazio ainda.
Nossa acabei apagando aqui na cadeira.. o que será que significa isso??